domingo, 1 de maio de 2011

Vício

Vício

O perfume não basta
O corpo é chamado em cada segundo
Neste leito quente a soma do nosso
Um dia seria único
Bastaria ao nosso desejo ardente
O amanhã é um brinde extra
Que a vida embrulhou
E faz questão ao brinde
Se não vivenciar tudo isso
Quero que a carcaça fique morna
E mais ainda
Quero que congele de tanta covardia
A ponto de esquecer de nós
A dizer que nunca existi.

Manoel Freitas de Oliveira